Concelho fez história ao eleger Helena Lapa como a primeira mulher presidente de Câmara no distrito de Vila Real.
Com Helena Lapa como presidente de Câmara, o município de Sabrosa assume, com esta iniciativa, a igualdade de género como eixo estruturante da governação local, promovendo uma gestão inclusiva e a igualdade entre mulheres e homens, e evitando discriminações.
Neste sentido, já iniciou os trabalhos que culminarão no Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação 2026-2030.
Nesta fase, está a ser trabalhado o diagnóstico municipal para a igualdade e a não discriminação.
Este documento centra-se na integração real da perspetiva de género na autarquia (vertente interna), assegurando que decisões, processos, recursos e culturas organizacionais refletem a igualdade de oportunidades, e, simultaneamente, na perspetiva externa do concelho, responde às necessidades específicas de mulheres e homens no território. Assegurando assim, e também, que o planeamento e a execução de políticas públicas respondam às necessidades das mulheres e homens no concelho, incluindo medidas de prevenção de violência no namoro e violência doméstica, de promoção da saúde, de estímulo ao empreendedorismo feminino, de participação cívica e da conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional.
Para operacionalizar este objetivo, definiu-se um ciclo de planeamento estratégico e operacional, com diversas tarefas inerentes ao diagnóstico municipal para a igualdade e a não discriminação.
A recolha de informações irá abranger tanto a dimensão interna (composição por sexo dos diferentes departamentos, carreiras, salários, promoções, formação, horários, flexibilidade de condições de trabalho e representação em comissões de decisão), como a dimensão externa, que contempla as necessidades do concelho em termos de igualdade de género, a perceção pública sobre discriminação e as áreas prioritárias de intervenção (educação, emprego, saúde, violência, participação cívica).
A análise realizará uma leitura com perspetiva de género, desagregando a informação por sexo, sempre que pertinente e estatisticamente relevante, para identificar disparidades, fatores subjacentes e impactos nas políticas públicas, bem como para mapear departamentos feminilizados ou masculinizados, assim como pontos fortes e fracos da autarquia em matéria de igualdade e discriminação, identificando oportunidades de melhoria, resultando depois num relatório de diagnóstico, que será organizado em torno de diretrizes que antecedem o Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação 2026-2030.
Num concelho que fez história, no distrito de Vila Real, ao eleger Helena Lapa, como a primeira mulher presidente de Câmara no distrito, este tema não poderia ser “relegado para segundo plano e constitui, de facto, um vetor da política pública local”, destaca a presidente de Câmara.