Pinhão Cel voltou a organizar neste fim-de-semana a tradição ancestral da Serra da Velha, cumprindo assim o desígnio de manter, preservar e divulgar as tradições e os costumes locais.
Com o objetivo de perpetuar e fazer crescer a tradição da Serra da Velha, a Associação Recreativa e Cultural de Pinhão Cel, com o apoio da Câmara Municipal de Sabrosa, organizou mais um ano este evento, que atrai cada vez mais curiosos.
Este ano, além da feira com expositores e artesãos locais e comes e bebes, contou com um programa diversificado, onde não faltaram as concertinas, grupo de bombos e teatro, com a Filandorra – Teatro do Nordeste e a habitual “Serra da Velha” e “Casamentos da Serra da Velha”.
Este costume, ao que tudo indica, nasceu da necessidade de quebrar o rigor quaresmal que se vivia há alguns anos atrás.
Neste período de jejum e sacrifício, os jogos, as gargalhadas dos serões e até os sinos, deixavam de dar sinal de vida, mergulhando no mesmo sentimento de profunda tristeza e pesar.
Assim, a meio da quaresma, grupos numerosos de rapazes munidos e armados de todo o tipo de peças metálicas que servissem para arrastar fazendo barulho, bem como “estadulhos”, que servissem para bater de forma a obter-se o máximo de atrupido possível, percorriam as ruas da aldeia em cortejo, parando à porta das velhas a serrar, onde batendo e arrastando os “pandeiros” extravasavam a sua alegria envolvida num espantoso e ensurdecedor ruido e estridente berreiro de “Serra a velha, “Serra a velha”.
Devido ao crescente êxito deste evento, a organização já está a pensar no próximo ano onde, dizem, não vão faltar surpresas.
