Na manhã de hoje, 27 de abril, data em que passam 505 anos da morte do navegador Fernão de Magalhães, o município de Sabrosa e a Escola Miguel Torga assinalaram a efeméride com uma caminhada no percurso da “Rota Urbana de Magalhães”.
A atividade, que iniciou junto da Casa onde se acredita que Fernão de Magalhães nasceu, a Casa da Pereira, levou os participantes à descoberta de alguns dos vários pontos emblemáticos que compõem o percurso da Rota, espalhados pela Vila de Sabrosa, e que estão ligados à memória do navegador. A Igreja Matriz de Sabrosa, onde é possível observar a figura do Santo Niño, passando pelo monumento “Magalhães Menino”, situado em frente à Câmara Municipal de Sabrosa, com destaque para as representações e os locais de destaque da viagem de Fernão de Magalhães.
Durante o trajeto, os participantes observaram ainda dois murais artísticos – “De Sabrosa para o Mundo” e “Um Traço por Magalhães” - antes de se dirigirem à Exposição “Locais e Culturas da Viagem de Magalhães, onde terminou a atividade.
Na exposição, os presentes assistiram a um momento artístico de dança protagonizado por um grupo de ballet do Agrupamento de Escolas Miguel Torga, com uma atuação inspirada no tema do mar, que encantou o público e reforçou o carácter simbólico da iniciativa.
A homenagem contou com a presença do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, Martinho Gonçalves, do ex-presidente da Câmara Municipal e Presidente da Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário da Circum-navegação comandada por Fernão de Magalhães, José Marques, e da diretora do Agrupamento de Escolas Miguel Torga, Joana Mourão.
Martinho Gonçalves explicou aos alunos que a iniciativa assinalava a data da morte de Fernão de Magalhães, “uma figura nascida em Sabrosa que liderou a expedição que iniciou a primeira viagem de circum-navegação da Terra, a Expedição de Magalhães-Elcano, concluída por Juan Sebastián Elcano”, um feito que continua a dar destaque nacional e internacional ao concelho.
Por sua vez, José Marques destacou a importância dos conhecimentos náuticos da época, referindo que foram as técnicas de navegação que permitiram a Fernão de Magalhães avançar com a viagem. “Ele já tinha a ideia de que o mundo era redondo, embora estivesse por provar. Tinha todos esses conhecimentos, tal como os portugueses e toda a tripulação envolvida. Foram 11 nacionalidades a bordo das cinco naus que participaram nesta viagem”, sublinhou.
A atividade pretendeu assinalar simbolicamente o 505.º aniversário da morte de Fernão de Magalhães, ilustre navegador responsável pela realização da 1.ª Viagem de Circum-navegação à volta da Terra, figura incontornável da história do mundo, e que Sabrosa continua a preservar e a evocar como sua figura de destaque, nesta que é a sua terra.
