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Sendo uma das mais antigas freguesias do concelho de Sabrosa, Provesende estende-se por uma área total de 896ha |
História [+] |
«Provesende é um povo situado numa Veiga ou pequeno platô, a meia altura da montanha, e junto às abas do picoto de S. Domingos. Seus limites naturais são: ao Norte o monte de S. Domingos e a serra da Cuca; ao Sul, Sudeste e Oeste, o ribeiro do Fontão e a serra do Infantado; a Sudeste o rio Pinhão; e a Nordeste o outeiro chamado Cume.
Fica aproximadamente a meia distância, entre Sabrosa e o Pinhão, e desviado da estrada cerca de quilómetro e meio, a partir do templo de Santa Marinha (hoje do Senhor Jesus Amortalhado), junto à estrada.
Sabe-se que San Joanes, era o antigo nome de Provesende, sendo constituído por três lugares, o Lameirão, a Veiga do Vale Verde e o próprio San Joanes.
Provesende é uma das mais antigas povoações deste reino, existindo já no século XI, (tendo o templo de Santa Marinha, origem já no século IV ou V), no qual foi doada pela Rainha D. Constança de Leão à Sé de Braga, seguindo-se a tomada de Provesende pelos mouros e a retoma pelos cristãos, foi doada aos congregados de Santa Marinha por D. Afonso Henriques, e mais tarde doada novamente à Mitra de Braga, pertenceu aos templários, foi Couto de homiziados, foi instituída a concelho em 1834 e extinto em 1853 (31 de Dezembro), sendo anexada ao concelho de Sabrosa, ao qual ainda pertence.» «Por volta de 1082 (data até hoje não confirmada), Provesende chamado até então San Joanes, foi tomado pelos mouros
(não se sabendo explicar muito bem como foi essa tomada), originando uma lenda, a qual deu o nome de Provesende, a San Joanes.»
“Lenda de Zaide”
«Dizem que outrora, houve um mouro de nome Zaire, o rei Zaide, irmão de Jahia rei de Toledo, ao qual pertencera o castelo de S. Domingos, governando uma área não demarcada. No cume do Picoto de S. Domingos ainda restam ruínas do castelo, do qual se diz que os mouros saíam por galerias subterrâneas, uma das quais ia sair à fonte de Santa Marinha, outra ao sítio do Corvo, vendo-se ainda, tanto nestes sítios como junto da ermida de S. Domingos, aberturas ou cavidades, hoje completamente obstruídas. O facto de na fortaleza ou castelo não se encontrarem vestígios de habitações, nem de haver água, faz supor que servia apenas de refúgio em caso de aperto, e não de residência permanente, habitando então no Vale Verde.A gente de Provesende habitava outrora no fundo da montanha chamado o Lameirão ou San Joanes (o Lameirão foi designado também, como San Joanes, porque o povo de San Joanes que havíamos falado até aqui, tinha com o orago o S. João, e foi obrigado a fundar um outro povo no dito Lameirão, contudo, não havia necessidade de mudar de orago, passando desta forma o nome do primeiro povo também para o segundo). Um dia, não se sabendo de que ano, porém, é marcado com a aparição de S. Miguel, em 8 de Maio, os moradores de San Joanes, o Lameirão, atacaram o castelo, matando todos os mouros que lhe apareceram.
Zaide, seu rei, escapou-se na direcção da Veiga do Vale Verde e, aí, atolando-se o cavalo no terreno alagadiço daquela planura, foi alcançado pelos cristãos e feito em pedaços, em cujo transe exclamou: “Prove Zaide, prove Zaide!” Dizem que desta exclamação ficou o nome aquele local do Vale Verde, para onde os moradores do Lameirão, depois se mudaram, não se sabendo bem em que tempo, apertados por uma enorme praga de formigas.»
(Texto retirado do livro da autoria do Sr. Dr. José Pinto da Cunha Saavedra, 2ª edição)
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